O tema principal quando falamos em bebês parece ser o sono (do bebê e conseqüentemente da mãe).
Para a criança é muito importante sentir que os pais pensam neles e dão limites. Os limites são como duas guias dentro das quais a criança pode ter uma certa liberdade protegida.
Entrar na rotina é como entrar nos limites. Naturalmente é preciso também manter uma certa elasticidade, somos seres humanos, existem imprevistos de todo tipo... a criança pode estar com problemas, os pais estão cansados ou preocupados...
Existem crianças que demoram muito em aceitar a rotina, depende da criança, das experiências pela quais já passou, da relação com a mãe desde a gravidez, da dinâmica dentro da casa (chegada do pai, hora de jantar, televisão...).
Excluindo possíveis momentos de desconforto devido a problemas físicos como cólicas, dor de dente ect . .. é importante pensar sempre que, para as crianças, o sono é um momento de separação, de perda de controle e perda de contato. Elas chegam a ter medo porque não sabem “para onde vão”.
Os meninos - mais do que as meninas - procuram manter a forte simbiose com a mãe, que doa momentos de grande prazer.
Como eu não canso de repetir ser “pais” é a mais difícil das profissões... e não tem ninguém melhor do que a mãe ou o pai para saber o que próprio filho precisa!
A função materna e paterna consiste em modular as emoções da criança, acolhendo os sentimentos. Mas é importante também não introjectar toda a ansiedade da criança. É verdade que a mãe -sobre tudo nos primeiros meses do bebe - vive uma forte simbiose. Ela vai estar muito “ligada” a ele, compartilhar os sentimentos dele mas não pode confundir as emoções do bebe com as próprias, transmitindo mais ansiedade para o filho.
Mãe ou pai, fique perto do seu filho, não importa como e aonde (no berço, no carrinho, no colo...). Eu evitaria só de deixá-lo dormir sempre no peito. Tente relaxar, respirar fundo e lentamente e se não conseguir cante ou fale baixinho (os bebês copiam as mães) e repetir - quanto for possível – um mesmo ritual (que da muita segurança): no mesmo lugar, se colocar musica que seja sempre a mesma ... e deixar que acorde no mesmo lugar onde o colocou para dormir.
Aos poucos a mãe começa a reconhecer quando o próprio filho tem sono: pelo tipo de choro e em geral a criança faz alguns gestos específicos como mexer a cabeça, esfregar os olhos, chupar o dedo...
O choro é a uma maneira do recém-nascido de expressar o cansaço, essa dificuldade de se abandonar, sofrimento ou até mesmo raiva de ter que obedecer. Cada criança exprime os sentimentos da própria maneira (alguns são mais extrovertidos do que outros).
Uma colega conta a rotina dela “à noite nossa rotina da hora de dormir consiste em: uma soneca de uns 40 minutos às 18h, um pouco de brincadeira, banho morno às 19h, mamar e dormir.” Achei muito bom porque quando as crianças chegam até a hora de ir dormir muito cansadas, elas ficam muito excitadas, nervosas e torna-se ainda mais difícil fazê-las dormir.
Um abraço para todas e todos, Lupita