Thursday, July 30, 2015

A ESCOLHA DA MELHOR ESCOLA

Confira a entrevista do Mês com Véronique Forat Montero, publicitária.

O Blog Muitos Filhos realizará entrevistas com profissionais especializados em diversas áreas do conhecimento, que atendem crianças, bebês e mães.    A segunda entrevista foi realizada com a publicitária Véronique Forat Monteiro.  Agradecemos a Véronique pelo tempo e informações importantes.


Entrevista de Lupita com Véronique Forat Montero, franco-brasileira, publicitária, mãe de Olivia, 21.

QUANDO A CRIANÇA NÃO SE ADAPTA À ESCOLA

L.: Véronique, eu gostaria de conversar com você sobre a sua experiência a respeito da criança que não se adapta ou não se da bem na escola, como foi o caso com a sua filha.  O que você vivenciou?

V.: foram várias etapas bastante diferentes entre si, então vou começar pela escolha da escola no ingresso ao Fundamental 1 (que às vezes também condiciona a escolha da pré-escola, mas não foi o nosso caso).  Nessa etapa, considero que o meu marido e eu cometemos o erro de escolher uma escola pensando numa filha "futura", levando em conta também fatores muito distantes, como o vestibular. Enfim, imaginando que estávamos fazendo uma escolha "definitiva".

O FILHO IMAGINÁRIO
L.: Escolheram a escola já pensando na vida adulta, segundo os parâmetros da sociedade moderna?

V: Exatamente. Mas o problema é que esse "filho adulto" é uma fantasia, produto da imaginação dos pais, inclusive porque é difícil - ou pelo menos foi para nós - perceber que o seu filho, desde bebê, é um indivíduo plenamente diferenciado, separado dos pais. Que ele ou ela já tem gostos e interesses próprios e que, com o tempo, poderá inclusive adquirir valores completamente diferentes dos seus. (Diga-se de passagem, é isso que torna a maternidade / paternidade tão rica.)
Mas o que eu quero dizer é que, quanto menor a criança, mais você está fazendo uma escolha de escola "no escuro". Por isso, é bom estar preparado para não acertar na primeira a escola que melhor "combina" com esse pequeno indivíduo e suas necessidades próprias naquele momento, que dirá no futuro!

OUTROS PARÂMETROS NA ESCOLHA
L.: Quais são os outros parâmetros que vocês levaram em consideração na escolha da escola para a Olivia?

V.: Para nós, era importante que fosse uma escola laica e que fosse bilíngue.
Para outros pais, podem ser características completamente diferentes, como o meio social, a proximidade de casa, o tamanho do campus, a educação religiosa, a tradição familiar...

O QUE É UMA BOA ESCOLA
V:: Eu diria que a maioria dos pais procura uma "boa" escola, o que, na minha opinião, também é muito relativo.

L: Por que?

V: Porque mesmo que a escola tenha uma boa reputação - por exemplo, taxa de sucesso no vestibular - o que acontece, na prática, é uma "química" única na turma de alunos onde o seu filho está, tanto entre eles quanto com aquela professora.
Duas turmas do mesmo ano, na mesma escola, podem ser completamente diferentes. E se a escola escolhe manter os alunos numa mesma turma, ano após ano, o seu filho pode passar anos a fio numa turma "ótima" ou numa turma "péssima".
Pessoalmente, apesar de que a criança geralmente prefere permanecer junto com os amigos, acho muito mais saudável repensar a composição de cada turma no começo de cada ano, para permitir mudanças de dinâmica.

SINAIS DE QUE ALGO VAI MAL
L: Voltando à sua primeira escolha de escola, quais são os sinais que você percebeu de que algo ia mal?

V: No nosso caso, tínhamos acabado escolhendo para a Olivia a escola onde eu tinha estudado (sei que isso é uma decisão bastante comum, tomada por muitos outros pais, mas mostra bem claramente o nível de projeção dos pais sobre a criança). Fomos acompanhamos bem de perto a vida escolar e fomos reparando que ela era muito criticada pelas professoras, que a escola tinha uma expectativa, para todos os alunos, de um comportamento e desempenho "padrão" que ela não estava cumprindo, e que isso a deixava muito frustrada e foi jogando a autoestima dela lá embaixo.

O MOMENTO DE TROCAR
L.: E quando você achou que era o momento certo para trocar de escola?

V.: Percebemos que ela era inteligente e esforçada, mas que não estava conseguindo se encaixar nesse "padrão". Falamos muito com a equipe pedagógica, mas chegou uma hora em que ficou claro que simplesmente que não valia a pena insistir: não havia "encaixe" entre essa escola e a nossa filha.

SENTIMENTOS DOS PAIS
L: Geralmente os pais vivem esse problema como uma derrota ou em todo caso uma grande frustração, não?

V: Não vou dizer que foi fácil para nós, mas acho que tivemos a lucidez de não ficar "dando murro em ponta de faca". E isso acabou virando uma oportunidade de crescimento para nós: conseguimos abrir mão de um certo narcisismo e entender bem melhor essa "pessoa" que era a nossa filha.

L: Na prática, como vocês lidaram com essa situação? 

V: Começamos imediatamente a procurar uma escola que fosse mais adequada para o que tínhamos aprendido sobre as necessidades e gostos da Olivia. Visitamos algumas - dessa vez, com a mente bem mais aberta - e fizemos a mudança no meio do ano letivo, na volta das férias de julho.
A nova escola era o oposto da outra, e muito diferente do que imaginávamos escolher um dia, mas tinha "a cara dela" e foi um sucesso.
Ela adorou, desabrochou e foi uma ótima aluna. Acabou ficando lá até o final do Fundamental 2.

ESCOLHER A ESCOLA PARA A CRIANÇA E COM ELA
L.: Na sua opinião, é melhor escolher a escola com ou sem a criança?

V.: Acho que depende da idade. Nessa mudança, ela já tinha 7 anos, e a levamos para conhecer e opinar antes de começar, para avaliarmos juntos. 

L.: Sim, juntos, cada um com as próprias capacidades, experiências e opiniões.

V. Exatamente. E, posteriormente, foi ficando cada vez mais fácil "acertar" para a Olivia, à medida que ela foi crescendo e sentiu que sempre tinha espaço para se colocar e ser ouvida, mesmo nos - muitos - casos em que a gente não concordava com ela! 

MUDANÇA NO ENSINO MEDIO
L: Você mencionou que ela a voltou novamente a mudar de escola no Ensino Médio, não?

V: Sim. No nosso caso particular, achamos que ela estava meio "encostada" e que seria estimulante ela ir para uma escola mais exigente, em termos de esforço. Apesar de que foram três anos bem puxados, foi uma boa mudança. Ela adorou, teve um ótimo desempenho e fez muitos amigos.
Mas, fora os nossos motivos particulares, percebi que a mudança de escola nessa idade é muito comum, meio um "ritual de passagem".

L.: É bom que os pais saibam disso, para ir se preparando algum tempo antes, escutando o próprio filho e conversando com ele.

V.: Com certeza. Acho que o ideal é começar a falar desse assunto com o filho mais ou menos um ano antes. Permite ter um espaço de discussão, inclusive para que os pais possam ajudar o filho na escolha.

APRENDENDO ESCOLHER A ESCOLA AGORA
L.: Concluindo, quais foram os seus principais aprendizados sobre esse assunto?

V.: Diria que o primeiro, é a importância de tentar entender do que o seu filho precisa AGORA, sem se preocupar demais com o futuro, porque seu filho ainda vai mudar muito. Essa questão do futuro só deveria aparecer no Ensino Médio.
O segundo, é não ter medo de errar: estar preparado para mudar de escola. 
E o terceiro, é que "a melhor escola" é aquela em que o seu filho tem prazer de ir e prazer de aprender. Isso, pelo menos até o final do Fundamental 1.

L: Mais alguma dica?

V.: Como complemento do que eu falei logo acima, vejo pais decidirem com frequência que todos os filhos têm que frequentar a mesma escola.

Isso tem muito mais a ver com simplificar o dia a dia nos deslocamentos ou conseguir desconto para os irmãos, do que com a personalidade de cada filho, que é única.  Minha sugestão é que os pais estejam pelo menos abertos a colocar os filhos em escolas diferentes...

Friday, July 24, 2015

IRMAOZINHO


Quanto ao segundo filho (eu tenho um só) acredito de corpo e alma que a gente só deveria ter filhos se os queremos profundamente. Quando ouço pais dizendo “quero dar um irmãozinho para meu filho/a” penso que poderia ser uma desculpa para justificar o pedido de parentes e para não pensar em novas emoções que vão nascendo.

O primeiro filho: como vai saber se é bom ou se é ruim ter um irmão, se vai valer a pena ter um irmão para dormir, brincar, brigar… repartindo a atenção, o espaço e o tempo dos pais com outro. Quanto ao amor dos pais dizem que este não se divide, mas se multiplica. Outro milagre!

Onde come um comem dois, onde comem dois comem três …. onde comem 5 comem 6?

Acredito mais em muita dedicação, muito tempo… um coração grande. As famílias que tem vários filhos tem outro enfoque da vida.


Na maioria das vezes os filhos acabam se unindo e suprindo as exigências uns com os outros. Mais um milagre!

Espero comentários ou ideias. Um abraço Lupita

Tuesday, July 21, 2015

Profissão Mãe


(Por Lupita)
Pessoalmente a primeira coisa que pensei - quando vi meu filho pela primeira vez - foi: meu Deus! Vou ser mãe para o resto da vida, que responsabilidade!
Hoje penso que serei mãe mesmo depois da morte, que dom!
Muitas de nos sentem um grande peso, uma grande tarefa e ao mesmo tempo falta de um espaço próprio, de tempo, muito cansaço, até angustia… devemos aceitar sempre as dificuldades. Podem ser reais!! Melhor aceitar os sentimentos, eventualmente pedir ajuda, procurar o próprio modo de organizar a vida, desabafar!
Muitas se queixam da rotina, existe uma verdadeira rotina? Muitas têm pressa que os filhos cresçam rápido, 15 ou 16 anos demoram tanto para passar?
Nesses anos de vida do meu filho acho que não repeti nunca a mesma rotina, sim: a hora do banho, a hora do jantar. Um dia ele estava cansado, um dia eu estava distraída com problemas, um dia a comida estava salgada, um dia o pai chegava nervoso…. Não era nunca igual.
Ele foi crescendo e mudando, me testando, me estimulando… que aventura. Uma hora não é mais um bebê, outra não é mais menino… é um homem.
Estou falando da minha experiência pessoal que é também a da maioria das famílias!
Como eu já falei e vou repetir sempre, a nossa sociedade não da o justo valor à mãe: criar, educar os nossos descendentes, ensinar a viver à nossa progenitura, os nossos sucessores no mundo, o fruto do nosso amor. Mas pouco a pouco vamos conquistando nosso espaço.

Ciúmes entre irmãos

(Por Lupita)
As crianças sofrem, experimentam, nos provocam... tentem lembrar quanto é importante que a criança possa expressar os próprios sentimentos – é sinal que de que há adultos para ouvi-la. Ótimo reservar momentos exclusivos para vocês.
Tente também deixar pai e filha juntos - nem que seja por alguns minutos – eles vão se descobrir e isso vai dar um bom equilíbrio à família.
Vou tentar agora relatar o pensamento de Donald W. Winnicott (DWW) a respeito da inveja.
DWW diz que a inveja propriamente dita começa apenas depois dos 15 meses (eu diria os 12 meses de hoje) – antes disso a criança luta pela posse do próprio objeto (mãe, avo, baba...).
DWW valoriza esse sentimento explicando que ele surge porque a criança tem capacidade de amar e porque se trata de uma criança saudável que manifesta os próprios sentimentos.
DWW explica que a inveja pode aparecer e desaparecer para reaparecer mais adiante.
Pode ser ciúmes do irmão assim como ciúmes da pessoa que a mãe está cumprimentando fora de casa ou daquela com a qual ela esta falando no telefone.
Quando a criança pequena fica muito ciumenta do irmãozinho menor é comum ele querer voltar para traz para uma experiência “perdida”, regredindo para uma situação passada de controle total da própria mãe.
A inveja vai e vem, aparece e desaparece... DWW fez varias suposições a esse respeito:
1- No caso de uma a criança que prova inveja contra um irmãozinho e que durante os primeiros ataques de raiva e ódio (ele grita, bate, se atira...) passa mal devido ao receio que os próprios ataques tenham ferido a mãe e o bebe, ele imagina que tudo tenha sido estragado, quebrado.... Porem è a partir desse momento ele começa a perceber que tudo sobreviveu e que a mãe não mudou a própria atitude.
Então ele vai ter momentos diferençados, ou seja, manifestações de raiva com gritos, batidas, empurrões ... assim como momentos de tristeza em que imagina as pessoas que ama feridas pelos próprios ataques. Mas a criança vai amadurecendo e desenvolvendo outras dinâmicas como a de desviar os próprios ataques a outros personagens como bichos, objetos...
2- A inveja pode desaparecer quando a criança pode reviver experiências boas da própria infância... momentos de prazer amamentando, momentos de amor e de atenção no colo da própria mãe ou pai, um sorriso de conforto depois de um choro, num momento de cansaço...
3- As crianças conseguem dominar a própria inveja quando aprendem (mais cedo ou mais tarde) a se colocar na posição dos outros – na do bebe que esta mamando no peito e na da mãe que da atenção ao bebe – compartilhando as boas experiências de vida.
Enfim não deixemos nunca de lado uma maneira mais global ou espiritual de encarar a vida no dia a dia ... à procura da felicidade no aqui e agora.
"Ver um Mundo num Grão de Areia
E um Céu numa Flor Silvestre,
Ter o Infinito na palma da sua mão
E a Eternidade numa hora."
(William Blake)

Trechos da entrevista de Eduardo Wolf para a revista Veja:


Umberto Eco - filosofo, critico literário e romancista autor de “O nome da Rosa” e este ano de “O Numero Zero” um retrato critico do jornalismo.
E.W. : “Foi um estrondo a sua declaração... de que a internet dá voz a uma multidão de imbecis... Mas a internet tem valor, não?”
U.E. : “Internet é como Funes, o memorioso personagem de Jorge Luís Borges: lembra tudo, não esquece nada.
É preciso filtrar, distinguir. Sempre digo que a primeira disciplina a ser ministrada nas escolas deveria ser sobre como usar internet: como analisar informações. O problema é que nem mesmo os professores estão preparados para isso. Foi neste sentido que defendi recentemente que os jornais, em vez de se tornar vitimas da internet,.... deveriam dedicar espaço para a análise das informações que circulam nos sites, mostrando aos leitores o que é serio, o que é fraude..... E isso é muito importante para os jovens, pois eles não tem, aos 15, 16 anos, os conhecimentos necessários para filtrar as informações.... os jovens precisam aprender a buscar essa variedade de abordagens nos sites que frequentam."

Por Lupita
Cada vez mais os trabalhos escolares tem sido pedidos com base em pesquisas feitas na internet. "Procure na internet um texto, uma foto, um dado histórico". Nesta procura, muita coisa vem junto. Como selecionar, filtrar, distinguir, saber evitar sites.... realmente é muita informação, e saber distinguir é algo a ser ensinado, treinado, pensado, estudado. Não surge de forma espontânea.

Falando sobre brinquedos – Algumas ideias

O tema dos brinquedos é muito interessante e a possibilidade de troca-los entre amigos é ainda melhor, assim há novidades, mas sem gastar dinheiro. 
Guarde também os brinquedos que parecem não “interessar” e reapareça com eles depois de algum tempo. As crianças podem mudar de ideia ou querer experimenta-los de outra forma.
Até os brinquedos (que estão sempre disponíveis) podem mudar de finalidade: uma bolinha de gude pode servir para varias brincadeiras ou se tornar uma batata... um tomate ou uma maça. Uma panelinha pode servir para fingir de cozinhar ou para misturar tintas, um foguete pode se transformar uma casinha...etc. Incentive a imaginação, ajude crianças pequenininhas a pensar desta forma.
Que tal brinquedos de meninas nas mãos de meninos? e brinquedos de meninos nas mãos de meninas?
Doar brinquedos em bom estado é um gesto nobre que muitas crianças custam a entender. O exemplo dos pais vale mais do que a obrigação de doar.
(Por Lupita)

Thursday, July 9, 2015

Proteção em 10 passos: Aproveite as Férias Navegando com Segurança!!


A hora certa para falar sobre Proteção e Segurança é nas férias quando as crianças permanecem por mais tempo na Internet.


Ferramentas de controle de conteúdo ou configurações de proteção
Na Internet há vários softwares inclusive gratuitos que permitem filtragem, conteúdo, gerenciamento de contatos que aumentam a segurança de sua família.

Oriente as crianças, adolescentes e todas as pessoas que estão começando a usar a Internet:
  • Bloqueie conteúdos impróprios. Utilize os recursos oferecidos.
  • A senha deve ser guardada em local seguro e não pode ser revelada a ninguém. Ao utilizar computadores públicos, recomenda-se escolher a opção de “Iniciar Navegação InPrivate” (Explorer) ou “Nova Janela Anônima” (Chrome)
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As crianças e a TV

Temos um amigo que não tem TV em casa. Eu perguntei se era porque ele não gostava de TV? Muito pelo contrário, ele disse, eu amo TV, por isso que eu raramente assisto, senão eu não iria fazer mais nada o dia todo! Deixar a criança na frente da TV só para ela se distrair não é o ideal, melhor escolher algum programa ou desenho especifico e limitar o tempo. Decidimos não ter televisão na sala, cozinha, etc. Assim passamos o dia todo sem lembrar que ela existe. Para a gente funciona bem. Deste jeito sobra muito tempo para pintar, desenhar, montar, inventar, cantar, ler e conversar.

Wednesday, July 8, 2015

Se os desenhos se tornassem realidade..



Gêmeos

Astonishing Footage of Twin Babies Who Don't Realize They've Been Born Yet! Must See!


Vida de Princesa

Ser pais hoje.
A simplicidade e a gentileza desses jovens príncipes.



Crianças em Museus - Alguns museus da USP

Minha filha gosta muito de museus e sempre pede para voltar para ver alguma coisa que gostou mais. A gente vai devagar, geralmente só eu e ela, conversando, inventando historias para os quadros ou objetos, olhando detalhes e pulando o que não agrada. Também gosta de ir com os primos. Nunca fiz caça ao tesouro, acho que desvia a atenção e a chance de se encantar com alguma coisa não tão famosa, ou querer ir embora quando achar todos. As vezes eu conto um pouco sobre o que a gente vai ver para despertar a curiosidade. O museu do brinquedo da USP apesar de ser pequeno (e fechado na hora que dizia estar aberto) ela gostou demais. O da Oceanografia da USP também foi um sucesso. O MAC já fomos umas 3 vezes. O da geologia é bem interessante também. Acho que a primeira vez que fomos ela também tinha um pouco mais de um ano. Até pouco tempo atrás, para os museus grandes, eu sempre levei o carrinho, porque na hora que cansa, é a única forma de não querer ir embora. 
O único problema da maioria dos Museus para os pequenos é não poder pegar, mexer, sentar, babar... é um belo exercício de auto controle.
(Por Mari)


Sunday, July 5, 2015

Confira a entrevista do Mês com Ana Galbero, Fisioterapeuta.

O Blog Muitos Filhos realizará entrevistas com profissionais especializados em diversas áreas do conhecimento, que atendem crianças, bebês e mães.    A primeira entrevista foi realizada com a Fisioterapeuta Ana Galbero.  Agradecemos a Ana pelo tempo e informações importantes.



Conheci Ana Galbero um ano atrás, ela me ajudou muito para melhorar a minha postura. Ela atende várias pessoas da minha família e amigos – inclusive jovens e adolescentes.   Ana Galbero, que é formada em Fisioterapia com pós-graduação em Fisioterapia Neurológica se especializou no Método Pilates pela Associação Brasileira de Pilates. Depois de uma gravidez tranquila (durante a qual ela trabalhou até o 8° mês) ha meses Ana se tornou mãe de João Pedro.

Ana, precisamos dos seus conselhos para entender  como podemos criar nossos filhos tendo maior respeito pelo equilibro psicofísico das crianças.
Por favor fale numa linguagem mais informal para que possamos entender todos.
Quais seriam as capacidades naturais das crianças?
R.: A criança saudável tende  a se desenvolver naturalmente, sem grandes estímulos ou tratamentos, e se desenvolve no seu tempo especifico porque cada ser é único.
Naturalmente todo bebê vai aprender sozinho a rolar, sentar, engatinhar e andar.

Ana, como deve se comportar uma mãe quando o próprio filho ou filho esta com mais de 10 meses e não engatinha? como  pode ajudar e estimular o próprio filho?
R.: Colocando a criança de barriga para baixo, dando brinquedos, para que ele se distraia nessa posição, apoiando com as mãos nos pezinhos para que ele possa se empurrar e arrastar.Pode ser no chão ou em cima da perna da mãe para estimular a posição de gato. O bebe pode estranhar, então é bom alternar a posição, trocando os brinquedos e alongando o tempo aos poucos.

Porque é  importante que a criança aprenda a engatinhar?
 R.: Na posição de gato a criança desenvolve as musculaturas importantes para uma boa postura, por exemplo fortalece a região das escapulas para não ficar corcunda, estimula a dissociação das cinturas (ombros e pelve) para andar. 

É importante estimular a criança a andar cedo, a comer sozinha, a dar chutes na bola aos 2 anos... e assim por diante?
No passado as crianças ficavam mais soltas, deitadas em cobertas no chão, em contato com irmãos mais velhos (pois as famílias eram mais numerosas), brinquedos simples com várias texturas e formas.
Hoje com os excessos de recursos (andadores, cadeirinhas, carrinhos de bebê, TV, entre tantos) as crianças passaram a ter um "anti estimulo".
Não que eu seja contra as modernidades, algumas melhoraram a segurança infantil, facilitaram o convívio social, inclusive estimula o DNPM (desenvolvimento neuro psico motor), mas essas modernidades precisam ser ofertas com ponderação o no período adequado do desenvolvimento.
A partir dai cada criança desenvolverá seu próprio potencial motor e alcançará suas aquisições motoras e posturais.
O  importante oferecer às crianças pequenas recursos como espaço, alguns brinquedos adequados.
Mas existe um certo anseio por conta dos pais para que seus filhos sejam os melhores os mais adiantados, competem pra ver que criança andou primeiro, se ligou o computador mais cedo, falou antes... sem realmente se importar com o que é melhor para "A criança", que é única e tem seu próprio tempo e desenvolvimento.

Vamos fazer algum exemplo, para um bebe de 3 meses ou 6 meses os intervalos entre posturas passivas e atividade de quanto podem durar e quais poderiam ser.
R.: Não tem um tempo especifico, o quanto ficar confortável. Quando ficar incomodado ou muda de posição ou muda de atividade.
Por isso é importante proporcionar alternativas, espaço para a criança rolar, mudar de posição, pegar outros objetos...

Para uma de 6 anos?
R.: Ela tem mais capacidades de ficar em uma única posição por mais tempo, mas os adultos tem que proporcionar atividades variadas intelectuais e físicas.

Eu vejo que cada criança tem seu modo e seu tempo para se desenvolver. Alguns exemplos ou eventuais estímulos podem ser uteis mas até que ponto?
Acredito que nossas crianças já tem sofrido com problemas posturais, devido a estímulos inadequados durante seu desenvolvimento físico. Exemplo bebês que não ganham controle de tronco, pois estão sempre sentados com apoios e presos a cintos, bebês que não engatinham porque são estimulados a ficarem em pé, pelos pais ou andadores. Esses bebês podem se desenvolver com um pobre equilíbrio, fraqueza muscular e alterações posturais.
Essas alterações podem  se instalar na infância e se fixar na adolescência devido a mais estímulos inadequados. Como por exemplo as mochilas pesadas que os adolescente carregam.

Hoje as crianças passam muitas horas sentadas na mesa da escola, almoçando, jantando em casa, no computador, no carro ou em frente à televisão. Momentos que a vida “civilizada”  nas grandes áreas urbanas foi “proporcionando”.
Sei que por um lado é importante preservar o elasticidade física inata da criança mas a força e a rigidez são necessária para manter a postura ereta.
R.: O ideal seria que as crianças e adolescentes tivessem uma rotina mais favorável ao seu desenvolvimento tanto na escola quanto em casa, com alternância de posturas e atividades, ambientes adequados ao seu tamanho, além de estímulos físicos e psicológicos variados.

Para uma criança de 3 anos? Por exemplo em certas escolas  (com classes de máximo 26 alunos) as professoras estão muito atentas em alternar cada 20/30 minutos  de lição ou pintura na mesa com outros 20/30 minutos de movimento físico ou atividades no chão.
R.: Essa atenção com variação de atividade e postura é excelente para um desenvolvimento equilibrado.


Ana, existem atividades próprias para crianças no método Pilates?

R.: Não existem atividades próprias para crianças. O Método Pilates pode ser ofertado depois dos 7 anos e deve ser adaptado à capacidades de coordenação, equilibro e a força próprias da criança.


Ana Galbero atende no Espaço Galbero Pilates - Av. Faria Lima 1572 conj. 707 – São Paulo, tel. 11 979578758 . 

Friday, July 3, 2015

Sobre as armas

Sobre o que aconteceu nos Estados Unidos.  Nem consigo me colocar no lugar daquelas mães, tentei imaginar, mas juro que parece muito surreal.   No entanto, já aconteceu no Brasil e acho que do jeito que a coisa anda, vai continuar acontecendo.

Tanta arma, tanto jogo violento, tanta guerra, mas a maioria das pessoas diz que uma coisa não leva a outra. Eu não acredito. Lembro de quando fui ao cinema e passou um comercial onde um rapaz entrava  e atirava na plateia com uma metralhadora.  Eu pensei.. nossa, que idéia.. e alguém pensou.. ótima idéia, e fez a mesma coisa um ano depois.  Mesmo assim, continuam dizendo que uma coisa não leva a outra.

No buffet infantil a lembrancinha do final da festa era uma espada gigante.

Na missa outro dia, falei para um menino de 4 anos não subir no canteiro, era muito alto e ele estava fazendo o irmãozinho de 2 anos segui-lo, a mãe.. não sei, deixou para Deus tomar conta.  O menino olhou para mim com raiva, apontou o dedo e atirou em mim sua metralhadora invisível ..

Este foi o texto da veja em outubro "De volta à moda, arma de brinquedo não deve preocupar os pais . Os lançadores de projéteis e dardos de espuma são a nova onda dos meninos. Mas não se preocupe se seu filho pedir uma dessas armas de presente -- VEJA desta semana revela que elas não transformam crianças em bandidos potenciais, ao contrário"

Com certeza matéria paga das fábricas para as vendas de natal.  Como dizem, a arma (ou atirador como denominaram) pode não ser o problema (embora eu não acredite), mas sim a educação que se recebe em casa, mas que educação? Duvido que haja uma discussão profunda em cada casa com as crianças a respeito das armas.  desisto...ou não.

Beijos a todas

Nós, os pais

Independência, liberdade e solidão (por Lupita)


O ser humano pode achar tem que se afastar, sobretudo do grupo que conscientemente ou inconscientemente o condiciona.
Seria bom ficar algum tempo longe das pessoas que não sabem dar autonomia, dos relacionamentos conhecidos e seguros . A separação é saudável quando é desejada e conquistada.
É importante fazer a própria experiência e seria desejável avaliá-la por si só.

Isso vale desde as crianças ao longo de toda a vida. Naturalmente o caminho/processo será diferente para cada um.

Quando a identidade ficar marcada è mais fácil voltar para o grupo que terá  que aceitar as novas escolhas, e que portanto vai ter que respeitar por afeição, para o bem do próprio grupo.

A pior solidão è quando nos sentimos sós e estamos no meio dos outros – porque os outros não nos entendem.
A independência psicológica é um conjunto se sensações emotivas e afetivas que nos permite de tomar decisões, livres das criticas ou dos elogios.

Quando nos tornamos adultos com personalidade definida – e portanto uma própria individualidade -  entendemos que é possível - por exemplo - freqüentar uma amiga para ir ao cinema (porque temos os mesmos gostos)  mas que não é bom falar de religião com ela, ao invés pode ser bom compartilhar a experiência de ser mãe com um grupo delas mas não podemos sair para dançar ou jantar com os maridos.


Para alcançar essa autonomia è necessário percorrer um caminho nem sempre linear, que passa por diferentes fases caracterizadas por sentimento ambivalentes, de confiança e medo, de entusiasmo e desanimo. Um percurso que envolve nos mesmos e nossos relacionamentos.
Já desde crianças queremos experimentar sozinhos a comer, andar, pegar com as nossas mãos as coisas que mais nos  atraem, nos afastar dos pais… Na escola se aprende a desenhar e a ler o que mais nos interessa.
Para os adolescentes o tema da autonomia se torna central: querem escolher suas roupas, sair com os próprios amigos, achar um novo esporte, uma namorada.... eles procuram novos relacionamentos e a justa distancia com nossos pais. Surgem fortes sentimentos de raiva, sentimentos de culpa e insegurança.

Se tornar independentes não significa cortar o relacionamentos com os próprios pais,  como muitos pensam, brigando e discutindo. Não significa também manter um relacionamento adesão, aceitando sempre os desejos dos outros de medo de perde-los  ou de ser criticados.
Significa, ao contrario,  ser capazes de manter vivo o relacionamento, escutando o ponto de vista do outro tirando as próprias conclusões e  escolhendo o melhor para si mesmo.

Significa achar um delicado equilíbrio entre a separação e união, entre o corte e a continuidade.
O adulto pode sentir a necessidade de se afastar do marido, dos filhos, ou até mesmo  do grupo para procurar novos interesses que pode ser um hobby, um esporte, uma fé... mas a maioria das pessoas alcança um nível satisfatório de autonomia.
A solidão pode se tornar um elemento que contribui para nosso crescimento porque permite a liberdade, a responsabilidade na expressão das nossas próprias escolhas



Escuta

Por Lupita
Quantas vezes não deixamos nem o outro terminar de falar uma frase e já o interrompemos para dar nossa opinião sem, verdadeiramente, nos disponibilizarmos a ouvir o que ele quer nos dizer. A arte do escutar não é fácil, mas pode ser aprendida.
Quando escutarmos um filho devemos procurar acolhe-lo, acalmando as emoções positivas ou negativas. Não é sempre que a pessoa (seja ela criança, adolescente ou adulto) vai querer se abrir, temos que esperar o momento “magico” e tentarmos estar disponíveis. Por isso é tão importante a presença dos pais sempre que os filhos estiverem em casa. O filho vai querer relatar um fato, contar um sonho que fez dormindo ou acordado não importa, contar um historia que viu num filme ou leu num livro por trás deste pode haver um problema, uma duvida ou uma preocupação, ou simplesmente ele pode querer compartilhar uma alegria ou um sucesso.
Escutar é um processo que envolve audição, atenção, interesse, motivação e capacidade de projeção (ou seja de colocar-nos do lugar do outro) e uma certa compaixão. Temos uma dificuldade natural em oferecer uma escuta eficiente, captando com a máxima exatidão pensamentos, sentimentos e emoções do interlocutor - não somente o que está sendo dito mas os significados escondidos que estão na alma dele.
Escutar não é coisa só de psicólogo, todos nós seres humanos, que nos comunicamos precisamos escutar e sermos ouvidos (tanto verbalmente quanto através da linguagem do corpo). Escutando-o vamos acolher as emoções (ansiedade, excitação, tristeza, alegria...) do nosso filho como também estaremos ensinando a escutar passando assim a ele um dom para a vida. Outros detalhes significativos são o lugar onde fica mais fácil falar, um local protegido que inspire tranquilidade, o horário, eventualmente a musica ...
Não é importante dar ao interlocutor uma resposta e ainda menos uma solução. A escuta serve para que ele elabore e avalie emoções e fatos, ele pode encontrar a resposta sozinho.
A escuta proporciona experiências enriquecedoras e transformadoras para as ambas as partes. Com ela muito conflitos poderiam ser evitados.

Chupeta

Se seu filho está nessa fase, não deixe de assistir!!
A minha filha tem uma bonequinha que dorme com ela desde bebê (e eu estava preocupada achando que ia dormir com ela para sempre). Este mês ela não quis mais. Disse que a bonequinha fica bem sozinha. Tudo tem seu tempo. Como diz a Rosely.. Sem pressão!

A vida esta se alongando e .....

A vida esta se alongando e ......
Vocês já pensaram que potencialmente um dia seremos todos bisavôs e bisavós? Portanto é bom caprichar nos filhos porque os benefícios irão para netos e bisnetos!
Ontem conheci uma bisavó muito jovem fisicamente e mentalmente, que tem uma neta já com 29 anos. Deve ser uma emoção muito grande conhecer e curtir as gerações que descendem de nós. 
Reviver inúmeras vezes o grande mistério da vida! (Por Lupita)

Quem somos - Blog Muitos Filhos

Esta é uma comunidade de mães e que teve sua origem no blog “Muitos Bebes” criado em 2009.
É para mães grávidas, mães e pais de bebês, crianças e adolescentes.
Contamos com a coordenação de: 
Lupita, italo-brasileira que mora em São Paulo e Roma. Tem um filho de 23 anos e há 21 anos acompanha e orienta mães antes e após o parto, individualmente e em grupo. Se especializou em Observação Psicanalítica Mãe Bebé na Tavistock Clinic de Londres, coordenou uma creche e escola maternal, prestou serviço como voluntaria na Casa Luciana - uma Casa Família em Roma que abriga mães solteiras desde a gravidez e colabora com o Museo dei Bambini de Roma.
Mari, mãe de uma menina com 7 anos, formada em Comunicação e Educação. Ajuda a coordenar grupos de mães e crianças e discutir questões importantes sobre a maternidade e a educação infantil.
O objetivo é trocarmos informações, dúvidas, experiências, sensações e emoções sobre esse momento tão especial da maternidade. Todos são bem vindos a colaborar! Contamos com vocês.

Outras Culturas


Por Lupita
Japão
Assisti uma reportagem na televisão sobre a vida no Japão, na qual se falava muito do tema da higiene que está enraizada na educação das crianças.
Na escola as crianças devem dedicar pelo menos 15/20 minutos por dia, todos em grupo, para limpar a própria sala de aula com os professores.
De manhã, chegando na escola, todos (alunos, professores...) devem tirar os sapatos na primeira sala e subir de meias num estrato do qual podem alcançar as pantufas, e então podem entrar no corredor principal da escola tendo reposto os sapatos num armarinho sob chave.
Na hora do almoço (na classe) 4 crianças – sorteadas cada semana - devidamente vestidas (avental comprido com mangas, toca, pantufas e luvas) vão buscar na cozinha o carrinho com o almoço e servem os colegas em classe.
Durante a Copa do Mundo o japoneses foram os únicos a limpar as arquibancadas depois dos jogos.

Gibran Khalil Gibran

Gibran Khalil Gibran (Becharre 6 de janeiro de 1883 – Nova Iorque, 10 de abril de 1931) libanês de religião crista-maronita, foi um ensaísta, filósofo, prosador, poeta, conferencista e pintor de origem libanesa, cujos escritos, eivados de profunda e simples beleza e espiritualidade, alcançaram a admiração do público de todo o mundo.
Em sua relativamente curta, porém prolífica existência (viveu apenas 48 anos), Khalil Gibran produziu uma obra literária acentuada e artisticamente marcada pelo misticismo oriental.
Sua obra mais conhecida é o livro O Profeta, que foi originalmente publicado no idioma inglês e traduzido para inúmeros outros idiomas mundo afora. Outro livro de destaque é Asas Partidas, em que o autor fala de sua primeira história de amor.
Por Lupita

Bullying

Por Lupita
Ouvi falar que:A diversidade é uma grande riqueza.
Quando somos jovens a diversidade ela pode nos prejudicar, ela pode se tornar nosso ponto fraco.
Imaginem só uma pessoa de outra raça ou com outros interesses sentimentais.
O bullies atacam os diferentes porque a diversidade estranha, da medo.
Mas imaginem um moço com capacidades diferentes entrando no mercado do trabalho,
Um artista? Um cantor? Um físico? Um especialista numa ciência rara? ....
Essas pessoas assustam os bullies que são mais fracos e tem pouca autoestima.
A melhor definição do Bullying que achei: É uma forma de reduzir a autoestima alheia, para que a baixa autoestima do agressor encontre alívio e superioridade.
Trata-se de um grave problema entre jovens, nas escolas, nas festas…
Não é fácil detecta-lo, mas é de importância vital evita-lo…
Para salvar nossos filhos desta eventual dinâmica perversa e perigosa - tanto para a vitima quanto para o agressor.
Este é mais um motivo para que a escolar colabore com a família e vice-versa.
E pais ajudem os filhos a preservar a riqueza da diversidade quando ela é criativa.

Bicho de estimação

Por Lupita
Meu filho pede um cachorrinho ou um gatinho
As crianças frequentemente pedem um bichinho...E os pais querem faze-los felizes. Eu diria que se a criança é pequena ou jovem não sabe bem o que representa ter um bichinho (sobretudo se nunca teve).
É fofinho, simpático, brincalhão, da muitas satisfações, um amor incondicional mas requer atenções, cuidados, carinho, companhia e ainda horas de descanso, papinha adequadas, um espaço dedicado, passeios, sem falar das despesas em comidinhas e veterinário e eventual alergia ao pelo ou à saliva.
Portanto - apesar das revistas propagandearem que adotar um animal é bom para o equilibro, acalma o estresse, as crianças aprendem a criar um animal respeitando-o, tentando entender as necessidades de uma criatura que não fala (veja a matéria da revista Claudia Filhos “Seu filhos quer um bichinho?”) – eu diria que quem deve decidir esse passo sozinhos e em consciência são os pais ou mais especificamente o genitor que fica mais horas em casa e que vai ter que dedicar muito tempo.
E ai, volto a ser a advogada dos filhos: se os paises forem muito atentos ao animal será que não vai tirar tempo ao filho?