Por Lupita
São qualidades que podem ser ensinadas em casa e na escola (melhor ainda em colaboração). Poucos nascem com esses dons. Alguns filhos não entendem qual pode ser o valor deles.
Exemplo e comprometimento são os melhores métodos educativos. Se não quiser que seu filho minta, ele deve saber que os pais falam sempre a verdade. Somente estando perto do seu filho (com a presença tanto física quanto emocional no dia a dia) a educação vai se arraigando.
A responsabilidade se aprende desde os primeiros anos de vida – nos anos da adolescência já esta tarde demais.
Educar com métodos rígidos não é a melhor estratégia, geralmente se obtém o resultado oposto.
Em casa é muito melhor raciocinar com os filhos a respeito de metas, tarefas, métodos e recompensas
É aconselhável dar aos filhos responsabilidades progressivamente maiores que envolvam a atenção, o cuidado, esperteza , ecc... dos filhos, mesmo que comportem algum risco.
Por exemplo pedir para uma criança de:
. 2-4 anos levar alguns objetos, comer sozinho...
. 4-5 anos tomar banho sozinho, ajudar nas tarefas de casa mais simples
. 6-8 anos colocar a mesa
. 10-12 anos passear o cachorro, preparar uma bagagem
. 12-13 anos cruzar a rua sozinho, ir comprar algo na loja ao lado
. 15 anos ajudar na lição de casa de outras crianças ou cuidar do irmãozinho
naturalmente o adulto tem que ficar sempre por perto vigilando.
São apenas sugestões porque vai depender da personalidade do filho, da dinâmica da família, da cidade onde mora (mais ou menos perigosa) etc..
Os pais devem dar limites e criar um vinculo forte com a família. Assim as crianças irão vivenciar o comprometimento e os frutos que esse esforço produz. Os laços familiares devem ser alimentados e revigorados ao longo da vida por todos os componentes. Fazer parte de uma família torna-se uma grande força para sempre.
Não podemos pretender filhos perfeitos – responsáveis em tudo. Por isso é importante reconhecer as aptidões e a índole de cada filho podendo assim incentiva-lo naquilo que ele sabe fazer com mais facilidade e prazer. Um deles detesta lavar louça mas arruma a cama, outro que faz toda a tarefa da escola mas não guarda a roupa, um deles passeia o cachorro mas não ajuda na cozinha, e aquele que vai fazer compras no supermercado não joga fora o lixo...
Então outro membro da família (pai? mãe? irmão?) deverá completar a tarefa do irmão. Outra solução seria que para determinados serviços os membros da família se revezem.
As criticas deveriam ser sempre positivas, no sentido de remarcar que “todos são capazes a única diferença é que alguns se comprometem e outros não se importam...”.
Cada um tem suas próprias responsabilidades dentro da casa e da família, como por exemplo: estudar, guardar as próprias coisas, cuidar das coisas da casa, concertar algo que quebrou, gastar bem o dinheiro sem deixar débitos …
Para isso os pais tem que ficar por perto, se interessando, elogiando e dando valor quando for o caso.
Crescendo os jovens podem aprender tarefas mas difíceis dentro de casa e um pequeno serviço fora de casa, trabalhar como ajudante, estagiário enfim aprender uma profissão até se tornarem adultos autônomos, responsáveis e merecedores de respeito.
A parte emocional é essencial, o dialogo, conversar com os filhos e sobretudo ouvi-los um por um, separadamente.
Falarei mais adiante da educação civil, o eco-comprometimento como as questões ambientais e de desenvolvimento sustentável.
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