Friday, July 3, 2015

IDENTIDADE


O ser humano para se achar tem que se afastar, sobretudo do grupo que conscientemente ou inconscientemente o condiciona.
Seria bom ficar algum tempo longe das pessoas que não sabem dar autonomia, dos relacionamentos conhecidos e seguros . A separação é saudável quando é desejada e conquistada.
E’ importante fazer a própria experiência e seria desejável avaliá-la por si só.
Isso vale desde as crianças ao longo de toda a vida. Naturalmente o caminho/processo será diferente para cada um.
Quando a identidade ficar marcada è mais fácil voltar para o grupo que terá que aceitar as novas escolhas, e que portanto vai ter que respeitar por afeição, para o bem do próprio grupo.
A pior solidão è quando nos sentimos sós e estamos no meio dos outros – porque os outros não nos entendem.
A independência psicológica é um conjunto se sensações emotivas e afetivas que nos permite de tomar decisões, livres das criticas ou dos elogios.
Quando nos tornamos adultos com personalidade definida – e portanto uma própria individualidade - entendemos que é possível - por exemplo - freqüentar uma amiga para ir ao cinema (porque temos os mesmos gostos) mas que não é bom falar de religião com ela, ao invés pode ser bom compartilhar a experiência de ser mãe com um grupo delas mas não podemos sair para dançar ou jantar com os maridos.
Para alcançar essa autonomia è necessário percorrer um caminho nem sempre linear, que passa por diferentes fases caracterizadas por sentimento ambivalentes, de confiança e medo, de entusiasmo e desanimo. Um percurso que envolve nos mesmos e nossos relacionamentos.
Já desde crianças queremos experimentar sozinhos a comer, andar, pegar com as nossas mãos as coisas que mais nos atraem, nos afastar dos pais… Na escola se aprende a desenhar e a ler o que mais nos interessa.
Para os adolescentes o tema da autonomia se torna central: querem escolher suas roupas, sair com os próprios amigos, achar um novo esporte, uma namorada.... eles procuram novos relacionamentos e a justa distancia com nossos pais. Surgem fortes sentimentos de raiva, sentimentos de culpa e insegurança.
Se tornar independentes não significa cortar o relacionamentos com os próprios pais, como muitos pensam, brigando e discutindo. Não significa também manter um relacionamento adesão, aceitando sempre os desejos dos outros de medo de perde-los ou de ser criticados.
Significa, ao contrario, ser capazes de manter vivo o relacionamento, escutando o ponto de vista do outro tirando as próprias conclusões e escolhendo o melhor para si mesmo.
Significa achar um delicado equilíbrio entre a separação e união, entre o corte e a continuidade.
O adulto pode sentir a necessidade de se afastar do marido, dos filhos, ou até mesmo do grupo para procurar novos interesses que pode ser um hobby, um esporte, uma fé... mas a maioria das pessoas alcança um nível satisfatório de autonomia.
A solidão pode se tornar um elemento que contribui para nosso crescimento porque permite a liberdade, a responsabilidade na expressão das nossas próprias escolhas.

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